Pix oferecerá opção mais privada para receber transações

O novo método de pagamento do Banco Central que deverá estrear em novembro, o Pix, promete uma solução mais simples, rápida e privada de se receber pagamentos em reais, através de um número aleatório gerado pelo Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT).

Assim como em pagamentos de criptomoeda, o recebedor deve informar sua chave de endereçamento para o pagador, para que ele possa realizar transferências. Vale notar que “o pagador pessoa física não paga nada por fazer um Pix”, segundo o Banco Central do Brasil.

O quão privado é o Pix?

Hoje em dia, para receber uma transferência bancária as pessoas devem informar número do banco, agência, conta, nome completo e CPF. Além de ser custoso para o pagador enviar um TED, caso não possua uma conta em um banco digital, o método oferece níveis baixíssimos de privacidade.

De acordo com uma publicação no Twitter, no novo sistema do Banco Central serão possíveis diferentes maneiras de dar a informação necessária para a realização de um pagamento. E somente uma das opções será suficiente.

Seja dando seu número de celular ou email, receber pagamentos pode se assemelhar a receber um PayPal. O que chama atenção, no entanto, é o Endereço Virtual de Pagamento (EVP), uma espécie de número aleatório gerado “para quem não quiser informar dados pessoais”.

Assim como no Bitcoin, o endereço enviado ao pagador é automaticamente associado ao nome do recebedor, mas no caso do Pix, não será possível rastrear suas transações através de um full node ou block explorer. Por outro lado, o Pix continua totalmente centralizado e o Banco Central pode ter pleno conhecimento de tudo que acontece na rede.

A privacidade do Bitcoin, por sua vez, é descentralizada: enquanto pode se atrelar o nome de algumas pessoas ou entidades a alguns endereços, ninguém consegue fazer isso com todos.

Veja também: O bitcoin é realmente anônimo? Descubra se a moeda é segura

Certamente os bitcoiners não terão problemas em se adaptar ao uso do Pix, e por outro lado o Pix também pode ser didático para usuários aprenderem a usar criptomoedas. Endereços serão transformados em QR Codes que podem ser pagos através da câmera de celulares.

Para competir com as criptomoedas, o Pix também funcionará 24 horas, em todos os dias da semana e de forma totalmente digital. A implementação do Pix, o que inclui todos os seus sistemas subjacentes como SPI e DICT, custará apenas R$10 milhões.

The post Pix oferecerá opção mais privada para receber transações appeared first on Cointimes.


Pix oferecerá opção mais privada para receber transações posted first on cointimes

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

“Uber” descentralizado ganha espaço na Califórnia