Coreia do Sul proibirá exchanges de listar moedas de privacidade como Monero
A Coreia do Sul deve proibir as bolsas de criptomoedas de lidar com ativos digitais que considera “moedas escuras”. A Comissão de Regulação de Serviços Financeiros (FSC) visa especificamente criptomoedas como Dash, Monero (XMR) e ZCash (ZEC).
A proibição entra em vigor em março de 2021. Em uma atualização dos regulamentos de criptomoedas sob a Lei de Pagamentos Especiais, o FSC acusa as moedas privadas de facilitar as atividades de lavagem de dinheiro.
A FSC disse que as transações que envolvem moedas orientadas para a privacidade, como Monero (XMR) ou ZCash (ZEC) são difíceis de rastrear para as agências de aplicação da lei, incluindo a própria Comissão.
Isso ocorre porque tais moedas virtuais usam técnicas complexas para obscurecer seus registros de transações – principalmente com a finalidade de ocultá-los de atenção indesejada, como a aplicação da lei ou de ditaduras.
O FSC também está determinando que as corretoras de criptomoedas implementem políticas estritas de “Know Your Client” (conheça seu cliente -KYC) e de combate à lavagem de dinheiro (AML). É exigido que as plataformas verifiquem esses detalhes em relação a documentos emitidos pelo governo, como identidades ou passaportes.
As bolsas terão que relatar suas operações às autoridades seis meses após a implementação das diretrizes.
Plataformas sul-coreanas, como Okex, foram forçadas a remover várias moedas de privacidade para se alinhar com as regras da Força-Tarefa de Ação Financeira (FATF) sobre lavagem de dinheiro.
Isso afeta o preço das criptomoedas de privacidade?
O anúncio oficial da FSC saiu há dois dias, na quarta-feira (4/11), mas apesar da notícia pessimista, Dash e ZCash apresentaram alta de dois dígitos desde então.
O Monero, por sua vez, enxergou queda com a notícia até o dia 5, mas voltou a subir hoje, na sexta-feira. Segundo dados do Coingolive, XMR está subindo 1% nas últimas 24h, enquanto DASH valoriza 3,78% e ZEC sobe 4,74%.
Além disso, a rede do Monero continua crescendo em quantidade de movimentações, alcançando novas máximas históricas nesta quinta-feira, com 20.524 transações de acordo com a BitInfoCharts.
Neste ano, a Receita Federal dos EUA já gastou cerca de US$ 1 milhão na tentativa de rastrear a criptomoeda Monero.
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